Oscilação do verbo

A oscilação do verbo.

A oscilação do verbo é uma tônica correspondente à energia interior que plasmamos na conversação, para que possamos alcançar o desejado, em beneficio de quem ouve.

Os sons da palavra são verdadeiramente uma música na qual deve existir tons e semitons, graves e agudos.

A escala não obedece às notas famosas da música da terra, mas sua ascendência e descendência é infinita, de acordo com quem fala e de como emprega as possibilidades na execução da voz.

A palavra educada.

A palavra educada é o alvorecer da luz no coração. Se conversares somente assuntos construtivos, a tua aura se enriquecerá com a policromia divina.

Criando em torno de ti uma defesa individual, certamente ajudando a quem te ouve, no mesmo sentido.

E, se falares coisas incompatíveis com a moral evangélica, perfurarás a tua própria atmosfera energética, deixando o ladrão assaltar-te, como fantasma da inquietação.

E ainda ombrearás com a responsabilidade dos danos causados pela tua sugestão inferior aos que te ouvem.

Fala com segurança para que possas dignificar a tua vida, na vida de Deus, em se buscando a felicidade.

Conversar é mostrar por fora o que existe por dentro. Eis porque sabemos quem é o Cristo.

Ele é uma pequena mostra de estrelas do imensurável Universo do coração de Jesus!…

Conhece, pois, a força e o poder da palavra e sabe igualmente usá-la como em João, capítulo quinze, versículo três: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”.

Quando a disciplina trabalha na nossa fala.

Quando a disciplina trabalha na nossa fala – aquela que educa, que serve, que ama, que esquece os benefícios, que inspira o desprendimento, que alegra em todas as circunstâncias, que perdoa e é cheia de gratidão – é capaz de preparar o verbo, para que este sirva perfeitamente como canal de muitas maravilhas.

Alegra-nos repetir o que já foi dito em muitas oportunidades: “O sábio fala pouco, mas fala bem” e isto acontece, porque sabe que suas palavras são pérolas preciosas, que não podem ser desperdiçadas.

Ouro que ornamenta.

São ouro que ornamenta a boca de quem fala, no entanto, ilumina e limpa os corações de todos que as ouvem.

E quem ouve deve esforçar-se para manter, no coração, o clima de luz proporcionado pela canção da esperança, dos lábios do santo.

Estamos todos na escola do Mestre dos mestres para aprender não somente a sentir e a viver os preceitos do Divino Amigo, mas para aprender também a falar com proveito, sem arrogância e com humildade, sem pretensão e com paciência, sem preguiça e com alegria, sem barulho e com amor, sem conivência, porque o falar na dimensão de Nosso Senhor Jesus Cristo é levantar os caídos, dar esperança, consolar, consolidar o bem em todas as dimensões que o amor nos ensina.

Oscilação da palavra.

A oscilação da palavra é como a mudança de notas musicais, que o artista da harmonia busca e alcança para maior grandeza da música.

A comunicação entre as criaturas é, por excelência, um fenômeno valioso, que, aperfeiçoado com o Cristo, cura enfermos, levanta caídos, estimula a vida por onde quer que seja.

Oscilemos, pois, o verbo, mas que este se enriqueça, cada vez mais, nas belezas imortais do amor, predispondo os que ouvem a sentirem a luz de Deus, transformando-a em força de Jesus, para que a consciência humana se liberte e se transmute em consciência divina, sentindo e vivendo a tranquilidade imperturbável do coração.

João Nunes Maia / Miramez

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